O abril azul foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas, ONU, como uma forma de conscientizar as pessoas sobre o autismo, assim como dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento e, ao contrário de pessoas com outras síndromes, o autista não possui características que podem ser identificadas pelo olhar.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é como uma grande pista de dança onde cada pessoa tem seu próprio compasso. Algumas seguem um ritmo acelerado, outras preferem movimentos mais suaves.
O importante é entender que não existe um único jeito certo de dançar, e sim diferentes formas de se expressar.
Os primeiros sinais desse distúrbio podem ser percebidos pelos pais/cuidadores ou pediatras antes que a criança complete um ano de idade. As preocupações dos pais/cuidadores/professores sobre o comportamento da criança devem levar a uma avaliação especializada por um pediatra do desenvolvimento, psicólogo pediátrico, neurologista infantil e/ou psiquiatra de crianças e adolescentes.
É caracterizado por dificuldades na interação social e comunicação, bem como comportamentos repetitivos e interesses. As pessoas com TEA no nível 1 podem ter dificuldade em iniciar ou manter conversas, interpretar expressões faciais e entender as nuances da linguagem.
Caracteriza por dificuldades significativas na comunicação e interação social. Pessoas neste nível podem enfrentar maiores desafios para iniciar ou manter conversas, interpretar expressões faciais e compreender nuances da linguagem. Indivíduos com TEA no nível 2 podem apresentar também dificuldades para se adaptar a mudanças na rotina e podem necessitarde apoio extra para lidar com situações sociais mais complexas.
Além de apresentarem as características já descritas nos níveis 1 e 2, este também é caracterizado por dificuldades significativas de comportamentos repetitivos. Dependem de maior apoio para se comunicar. Isso pode resultar em dificuldades nas interações sociais e uma redução na cognição. Além disso, eles tendem a apresentar um perfil comportamental inflexível e podem ter dificuldades emse adaptar a mudanças, o que pode levá-los a se isolar socialmente se não forem incentivados.
Autistas adultos enfrentam desafios como encaixar seu ritmo em um mundo que dança em outro compasso.
O autismo é uma condição para a vida toda, e compreender seu funcionamento em cada fase é fundamental para garantir qualidade de vida e inclusão social das pessoas autistas.
Quando falamos em adultos diagnosticados tardiamente, costuma haver um padrão: são pessoas que manifestam os sintomas de forma mais leve, tidas apenas como tímidas ou com dificuldades sociais típicas, o que atrasa o diagnóstico.
Um caminho comum para o diagnóstico é que pais de filhos autistas, ao pesquisar sobre a condição da criança, percebem em si características semelhantes e busquem ajuda profissional.
Cada pessoa com TEA vai se desenvolver no seu próprio ritmo e cada família vai lidar com o cotidiano do distúrbio do seu jeito. Todo o conjunto vai influenciar como cada autista se relaciona, se expressa e se comporta. É importante queo acompanhamento seja feito durante a vida toda.
A convivência entre crianças típicas e atípicas pode trazer benefícios significativos para ambas, promovendo empatia, compreensão e aceitação das diferenças. No contexto do autismo, essa interação é ainda mais valiosa, pois contribui para o desenvolvimento social e emocional de todas as crianças envolvidas.
A empatia e inclusão acontecem quando aprendemos a dançar em sintonia com quem tem um ritmo diferente do nosso.
A escova de dentes azul – Marcos Mion
O Reizinho Autista: Guia para lidar com comportamentos difíceis – Mayra Gaiato
Menino baleia – Lulu Lima e Natalia Gregorini
O menino azul e a família colorida – Andréa Werner
O fone que não toca música – Thais Cardoso
Autismo explicado para crianças – Kaká Lobe
A Lei 14.624, aprovada em julho de 2023, oficializou o cordão de girassol como símbolo nacional para identificar pessoas com deficiências ocultas, como autismo, surdez e deficiências cognitivas. O uso do cordão é opcional e não substitui documentos comprobatórios, mas facilita o reconhecimento e o acesso a direitos, evitando constrangimentos em locais públicos. Criado em 2016 no aeroporto de Gatwick, Londres, o cordão ajuda a sensibilizar a sociedade para desafios enfrentados por essas pessoas. No Brasil, autistas são reconhecidos como pessoas com deficiência desde a Lei Berenice Piana (2012), garantindo-lhes atendimento prioritário.
Já a fita do quebra-cabeça foi adotada em 1999 e simboliza a diversidade dentro do espectro autista—cada cor representa uma história, um desafio, uma conquista. Mais do que conscientização, Abril é um convite para acolher, respeitar e dar espaço para que todos possam se expressar no seu próprio ritmo.
Promover a comunicação junto a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é muito importante para o desenvolvimento de habilidades sociais e linguísticas. A missão pode parecer desafiadora mas, com estratégias adequadas e alinhadas ao perfil de cada um, é possível avançar.
Na Aggrega, acreditamos que a inclusão vai além das palavras, ela está presente nas histórias, nos desafios e nas conquistas diárias de cada família. E essa vivência nos inspira a construir um ambiente cada vez mais acolhedor.
Convidamos você a conhecer alguns relatos de nossos colaboradores que vivem essa realidade no dia a dia. São histórias de amor, aprendizado e superação que mostram a importância da empatia e do respeito à neurodiversidade.
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SÃO PAULO